Bolsonaro diz que Michelle se vacinou nos EUA; políticos e infectologistas veem ‘absurdo’ e ‘desprezo’ ao SUS

Para vice da CPI, atitude desvaloriza o Programa Nacional de Imunizações e o trabalho de profissionais brasileiros. Infectologistas lembram que vacinas do Brasil são seguras

Publicado por: Agencia de Notícias Em: Saúde No dia: 25 de setembro de 2021


O presidente Jair Bolsonaro afirmou em entrevista à revista “Veja”, publicada nesta sexta-feira (24), que a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, se vacinou nesta semana nos Estados Unidos. Michelle integrou a comitiva presidencial que foi a Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU.

Para políticos e infectologistas, a opção da primeira-dama de se vacinar nos Estados Unidos, e não no Brasil, é um “absurdo” e um “desprezo” ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Bolsonaro foi questionado pela revista se é um mau exemplo o fato de ele ter declarações contra vacinas e ter demorado para comprar imunizantes para o Brasil. Na resposta, o presidente contou que Michelle quis se vacinar na viagem ao exterior. Bolsonaro reforçou que ele ainda não se vacinou.

“Tomar vacina é uma decisão pessoal. Minha mulher, por exemplo, decidiu tomar nos Estados Unidos. Eu não tomei”, revelou o presidente para “Veja”.

Michelle poderia, se quisesse, ter tomado a vacina no Brasil. Em Brasília, cidade onde a primeira-dama mora, a vacinação para a idade dela (39 anos) está disponível desde o dia 23 de julho.

O portal de notícias g1 entrou em contato com o Palácio do Planalto para saber por que a primeira-dama optou por não tomar a vacina no Brasil, com as vacinas compradas pelo governo Bolsonaro e ofertadas para a população através do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Não houve resposta até a última atualização desta reportagem.




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