
Publicado por: Agencia de Notícias Em: Saúde No dia: 25 de julho de 2021
O Brasil se aproxima, pela primeira vez desde o início da pandemia, de uma reabertura maciça das escolas públicas. A partir de agosto, apenas uma rede estadual e três municipais entre as capitais manterão aulas apenas à distância, segundo levantamento do Vozes da Educação. O mês, que marca a abertura do segundo semestre letivo em 2021, é o começo de um longo processo de recuperação de aprendizagem após mais de 13 meses de escolas fechadas.
A vacinação avançou e os pais já estão fazendo muita pressão. Além disso, quando a rede estadual volta, impulsiona os municípios a reabrir as escolas também — afirma Carolina Campos, coordenadora no Vozes da Educação.
Enquanto as redes privadas de 11 estados funcionam desde o começo de 2021 no sistema híbrido (parte das aulas à distância, parte na escola), entre as redes estaduais apenas São Paulo e Santa Catarina viveram essa realidade.
Atualmente, sete estados tem escolas abertas na rede pública e, a partir de agosto, outros 17 retornarão. Já entre as capitais, são 12 redes municipais funcionando no sistema híbrido e mais 11 que abrirão em agosto.
— Já teríamos condições de ter voltado antes, mas faltou coordenação do Ministério da Educação — avalia Campos.
O Brasil vive, nas últimas semanas, uma consistente queda do número de casos e mortes pela Covid-19. Aliada a isso, 45% da população já foi vacinada com a primeira dose e 18% com a segunda. Além disso, toda a categoria de profissionais da educação já pode receber uma dose e, na maior parte dos casos, o grupo deve receber outra em setembro.
A partir de agora, começam as estratégias para a recuperação do que as crianças não aprenderam.
A rede estadual de São Paulo, por exemplo, aproveitou o recesso escolar. Crianças, especialmente aquelas com baixa frequência no ensino remoto, foram às escolas participar de um reforço em português e matemática — disciplinas cuja recuperação também virou prioridade no Espírito Santo.
— Vamos ter foco total na recuperação e acredito que, entre setembro e outubro, acaba o rodízio de alunos — diz Rossieli Soares, secretário estadual de Educação de São Paulo.

