
Publicado por: Redação Em: Polícia No dia: 17 de março de 2026
Um médico que atuava em um posto de saúde do bairro Coramara, em Cachoeiro de Itapemirim, afirma ter sido demitido de forma irregular após a exposição servidores invadirem sem autorização os seus arquivos pessoais armazenados em sua conta do Google Drive. O caso, que envolve suspeita de invasão de conta e uso de informações privadas obtidas sem autorização, deverá ser investigado pelo Ministério Público.
Segundo relato do profissional, a situação começou quando alguém acessou sua conta pessoal de armazenamento em nuvem a partir de um computador utilizado no posto de saúde.
Ainda segundo os relatos, em vez de simplesmente encerrar a sessão da conta, o conteúdo encontrado na conta pessoal do médico teria sido levado ao conhecimento da administração municipal. Posteriormente, um técnico em Tecnologia da Informação teria sido enviado ao posto de saúde para acessar novamente a pasta, realizar capturas de tela das imagens e imprimir o material. Os prints teriam sido apresentados em uma reunião administrativa na Secretaria Municipal de Saúde.
O médico afirma que todo o procedimento ocorreu enquanto ele estava de férias. Ao retornar ao trabalho, foi convocado para comparecer à Secretaria de Saúde no primeiro dia após o término do período de descanso. Na reunião, segundo ele, foi apenas comunicado de seu desligamento, sem que houvesse abertura de processo administrativo, direito de defesa ou oportunidade de apresentar explicações.
O profissional destaca que não possuía qualquer medida disciplinar anterior e que o conteúdo apresentado não tinha ligação com sua atividade profissional nem foi produzido no ambiente de trabalho. Para ele, a demissão se baseou em material obtido de forma ilícita, após uma clara violação de sua privacidade.
Diante da situação, o médico informou que registrará boletim de ocorrência e apresentou notícia-crime para que o caso seja apurado pelo Ministério Público. Entre os pontos que deverão ser investigados estão a possível invasão de conta pessoal, o acesso indevido a arquivos privados e o uso dessas informações em procedimento administrativo que resultou na demissão do servidor.
Especialistas em direito administrativo e em proteção de dados apontam que a utilização de informações obtidas sem autorização pode configurar violação de privacidade e, em determinados casos, até mesmo crime. Além disso, a legislação brasileira prevê que servidores ou profissionais vinculados à administração pública tenham direito ao contraditório e à ampla defesa em processos disciplinares.
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