
Publicado por: Marcos Tristão Em: Política No dia: 24 de março de 2021
Desrespeitando todas as medidas impostas pelo Governo do Estado para conter o avanço do coronavírus, um grupo de trabalhadores e empresários foi até a porta da Câmara Municipal para pressionar os vereadores a aprovarem o Projeto de Lei que prevê que toda atividade econômica é essencial e, com isso, poderão funcionar normalmente durante a quarentena. O que os manifestantes não esperavam é que tudo não passava de uma grande balela e jogada política, sem efeito prático algum e que foram apenas usados pelos três parlamentares que lideraram esse movimento: Ary Correa, Léo Camargo e Juninho da Cofril.
Tudo começou quando Juninho da Cofril visitou academias na primeira semana de quarentena, para ouvir dos proprietários desses estabelecimentos suas reivindicações. Ele, então, prometeu criar um projeto de lei para tornar o serviço essencial. Em um grupo de WhatsApp, Juninho enviou um áudio convocando a todos para o protesto na porta da Câmara para pressionar os demais vereadores a votarem a favor do projeto.
Como a proposta foi ganhando adeptos, outros vereadores se juntaram a ela. No entanto, mesmo sabendo que a lei é inconstitucional e que outros municípios que tentaram o mesmo não obtiveram êxito, os três vereadores mantiveram o protesto e Cachoeiro assistiu ao que foi um show de horrores na tarde dessa terça-feira (23), com aglomeração no auge da pandemia.
Acontece que, agora, os vereadores terão que explicar por que prometeram algo que não poderiam cumprir? A resposta é óbvia: decidiram fazer politicagem, para lavar as próprias mãos e dizer para a população que eles tentaram e quem não quis foi o governador. Uma mentira. Mas, em tempos de fake News, uma mentira não precisa de explicação, já a verdade, sim.
O projeto de lei foi aprovado nessa terça-feira (23). E, certamente, será declarado inconstitucional pela justiça, da mesma forma como foi declarado pelo juridico da própria câmara, conforme despacho. Quem assistiu à sessão pôde ver os próprios vereadores admitindo que iriam votar, sabendo que a lei seria derrubada, e chamando o projeto de lei de “ato político”.
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