
Publicado por: Redação Em: Esporte No dia: 10 de março de 2022
Localizado no coração de Cachoeiro, ele é imponente, bonito, clássico, tradicional, centenário e, agora, também um tanto quanto moderno. O estádio Mário Monteiro, apelidado carinhosamente de Sumaré, é, ainda hoje, a casa do Estrela do Norte FC e de todos estrelenses.
Inúmeras histórias, incontáveis situações envolvendo personagens da cidade e uma certeza: quem é de Cachoeiro e não tem nenhum tipo de sentimento quando passa em frente ao estádio, deve ter nascido no lugar errado. O Estrela e o Sumaré estão cravados no coração do cachoeirense, ainda mais atualmente, sem a presença do Cachoeiro FC, que acabou já faz um bom tempo, deixando o alvinegro reinar sozinho na terra onde a segunda majestade é o Roberto Carlos.
A La Bombonera capixaba. Dia de jogo é festa. A cidade respira esse clima incrível que só o futebol permite. Fila, churrasquinho, cerveja. Encontrar uma infinidade de conhecidos. Ostentar aquela camisa antiga do Estrela que quase ninguém tem. Comentar sobre os jogadores recém-chegados e que a maioria ainda não conhece.
O Sumaré é mágico. E não se sabe até hoje porque diabos alguém inventou de alugar os seus vestiários. Talvez tivesse início ali o fim do Estrela, mas que foi interrompido por quem entende a importância e o quanto significa o clube e o estádio para Cachoeiro e seu povo.
Mas toda essa magia contrasta com uma máxima: em dia de jogo com estádio lotado o Estrela simplesmente não consegue ganhar. É lógico que existe uma ou outra exceção, mas ontem, segunda-feira 7 de março, ela prevaleceu: casa cheia, torcida empolgada e mais uma derrota em casa, dessa vez para o Nova Venécia, por 2 x 1.
Os deuses do futebol parecem testar a fé do estrelense. O time está bem no campeonato. Era líder, inclusive. Até quem não gosta de futebol tentou acompanhar o jogo de ontem de algum lugar. Mas essa força superior talvez queira deixar as coisas um tanto quanto mais justas no Campeonato Capixaba. Afinal, é só mesmo no Sumaré que a casa fica cheia, com duas torcidas organizadas e seria covardia com os demais clubes que não conseguem levar 500 pessoas em seus jogos. Ter a maior torcida, lotar o estádio em todos seus jogos e ainda ganhar em casa? Estão pedindo demais.
O único título do Campeonato Capixaba que o Estrela possui, inclusive, foi conquistado fora de casa. “Ah, mas e a Copa ES”, diria algum mais apaixonado. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Pode perguntar para qualquer estrelense e ele terá uma história para contar sobre algum jogo no Sumaré. Sem contar também os “erros” de arbitragem que já aconteceram e acabaram, coincidentemente, favorecendo times da Grande Vitória.
Mas na próxima estaremos todos lá. Deus, Odin, Ogum, Alá, Jesus, Zeus, Poisedon, Atena, alguma entidade superior há de olhar por toda essa gente que sente orgulho em vestir o preto e branco e permitir que esse ciclo seja quebrado, para que o Estrela tenha uma vitória em casa. E que seja com casa cheia. Porque com o estádio vazio já teve e, a essa altura, já não conta mais.

